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Latinos envelhecem mais devagar do que outros povos, e a descoberta poderia nos ajudar a viver mais



por Peter Dockrill

Pesquisadores utilizaram um novo tipo de relógio biológico para descobrir que os latinos envelhecem mais devagar do que qualquer outro grupo étnico nos Estados Unidos.

As descobertas poderiam levar a uma maior compreensão das mudanças epigenéticas – fatores externos que influenciam o nosso DNA – que afetam a razão pela qual todos nós envelhecemos de maneira diferente, bem como solucionar um velho mistério de como os latinos aproveitam tal longevidade frente a maior suscetibilidade de determinadas doenças.

“Os latinos vivem mais do que os caucasianos, apesar de apresentarem maiores taxas de diabetes e outras doenças. Cientistas se referem a isso como “o paradoxo hispânico”, diz o geneticista e bioestatístico da UCLA, Steve Horvath. “Nosso estudo ajuda a explicar isso ao mostrar que os latinos envelhecem mais devagar em um nível molecular”.

Recentes estimativas do Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos mostram que os latinos no país vivem três anos a mais do que os caucasianos médios, com uma expectativa de vida de 82 anos, comparada à de 79 para os caucasianos.

E um estudo publicado em 2013 descobriu que os latinos, apesar de apresentarem maiores taxas de inflamação e doenças crônicas como a obesidade, têm 30% menos chances de morrer, em qualquer idade, comparados com outros grupos étnicos.

Para investigar a anomalia, a equipe de Horvath examinou dados contendo amostras de DNA de mais de 5 mil pessoas de sete etnias diferentes, incluindo latinos, caucasianos, africanos, afroamericanos, asiáticos do leste, e um povo indígena da Bolívia chamado Tsimane, que é tem relação genética com os latinos.

Usando um sistema epigenético de predição de idade que Horvath desenvolveu em 2013 – que traça como um processo natural chamado de metilação do DNA se transforma ao passo que envelhecemos – os pesquisadores descobriram que os corpos latinos são biologicamente “mais jovens” do que os de não-latinos da mesma idade.

E a descoberta não é impactada por fatores de estilo de vida que poderiam afetar a saúde e a longevidade, dizem os pesquisadores, uma vez que eles levaram em conta coisas como dieta, status socioeconômico, e níveis de educação em sua pesquisa.

Um exemplo dado pela equipe descreve como, depois da menopausa, o relógio epigenético sugere que os corpos das mulheres latinos são 2.4 anos mais jovens em termos biológicos do que os de mulheres não-latinos de mesma idade.

E é essa juventude física invisível que os pesquisadores pensam ajudar os latinos no combate a doenças crônicas de uma maneira comparativamente melhor ao passo que eles envelhecem – ao menos numa extensão significante quando comparados a não-latinos.

“Nós suspeitamos que a taxa mais vagarosa de envelhecimento dos latinos ajuda a neutralizar seus altos riscos de saúde, particularmente aqueles associados à obesidade e a inflamações”, diz Horvath. “Nossas descobertas sugerem fortemente que fatores genéticos e ambientais ligados à etnia podem influenciar o quão rápido uma pessoa envelhece e quanto tempo elas vão viver”.

Mas enquanto o estudo sugere que os latinos desfrutam de uma vantagem biológica significante sobre outros grupos étnicos nos Estados Unidos, mesmo eles foram ultrapassados pelos Tsimane – que envelhecem ainda mais devagar.

De acordo com os cálculos dos pesquisadores, o sangue dos latinos, em média, é dois anos “mais jovem” do que o dos caucasianos de mesma idade, mas o sangue dos Tsimane é dois anos ainda mais jovem do que o sangue dos latinos.

Os pesquisadores pensam que tanto latinos como os Tsimane podem agradecer aos seus ancestrais comuns pela juventude biológica contínua.

“Esse resultado lança luz sobre o que é frequentemente chamado de paradoxo hispânico”, disse Horvath a Melissa Healy, do Los Angeles Times. “Sugere que o que dá aos hispânicos tal vantagem é realmente a sua ancestralidade nativa americana, porque eles compartilham essa ancestralidade com esses povos indígenas”.

A equipe também descobriu que, para além das etnias, o sangue e o tecido cerebral dos homens envelhecem mais rápido do que os das mulheres, o que eles acreditam que poderia explicar por que os homens têm uma expectativa de vida menor do que as mulheres.

Agora os pesquisadores planejam ampliar o estudo, incorporando outros tipos de tecidos humanos às análises. A esperança é de que, em algum estágio no futuro, esse tipo de descobertas poderia desacelerar o processo de envelhecimento de todos.

Esse tipo de reviravolta pode ainda estar longe, mas parece que estamos chegando mais perto.

As descobertas estão relatadas na Genome Biology.

Fonte: http://www.sciencealert.com/latinos-age-more-slowly-than-the-rest-of-us-and-the-finding-could-help-us-all-live-longer?utm_content=buffer2a184&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

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