Você quer viver para sempre?



O que é este site



Dizem que “a morte é a única certeza da vida”. Mas será mesmo? Há inúmeros exemplos de certezas absolutas que se mostraram absurdas ao longo da história. E recentemente, cientistas, grandes pensadores e empresas como o Google vêm trabalhando para colocar em xeque a “única certeza da vida”. Eles realmente não aceitam a morte e estão lutando para prolongar o máximo suas vidas. A ciência já demonstrou que muitos hábitos e alguns medicamentos estendem a vida dos seres humanos. Muitos outros medicamentos e tratamentos já estão a caminho. Então por que precisamos aceitar viver somente 70 anos, quando há tantas coisas... [Leia mais...]




Longevidade e o Consumo moderado de Álcool. Um mito?


Apesar de estudos anteriores sugerirem inúmeros benefícios para a saúde, uma nova análise desafia a ideia de que beber álcool moderadamente pode prolongar a sua vida.

Depois de analisarem cerca de 90 estudos previamente concluídos, pesquisadores disseram que consumidores moderados da bebida podem não ter um benefício de maior tempo de sobrevivência, em comparação com pessoas que não bebem.

"Os chamados consumidores ‘moderados’ não vivem mais tempo do que os abstêmios", disse a coautora da análise, Tanya Chikritzhs. Ela é professora e diretora da equipe de Pesquisa em Políticas relacionadas ao Álcool, no Instituto Nacional de Pesquisa de Drogas da Austrália.

Nem todos concordam com essa conclusão, mas alguns especialistas em saúde sim.

"Dados científicos continuam a sustentar a premissa de que pequenas a moderadas quantidades de álcool, ingeridas com regularidade, são consistentes com um estilo de vida saudável para pessoas de meia-idade e adultos mais velhos", disse o dr. R. Curtis Ellison, professor de medicina e saúde pública da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston.

Chikritzhs e seus colegas afirmam que análises anteriores têm uma limitação importante: as pessoas que se abstêm de beber, muitas vezes o fazem porque estão doentes. Como resultado, segundo os pesquisadores, os abstêmios são mais propensos a morrer mais cedo, um fato que pode descartar conclusões sobre a influência do consumo de álcool sobre a longevidade.

Na nova análise, os investigadores examinaram 87 estudos e removeram aqueles que não levavam em conta o fato de que os abstêmios podem evitar beber devido a doenças. Após os autores do estudo terem "corrigido" esta questão, Chikritzhs disse, eles não encontraram sinais de um benefício vital útil relacionado ao consumo moderado de álcool.

Além disso, ela disse, "dentre as pessoas que bebem, é na verdade os consumidores ocasionais - aqueles que bebiam menos de uma dose a cada 10 dias ou mais - que apresentavam os melhores resultados. Mas, ela complementa, a descoberta parece ser um acaso estatístico, uma vez que tal quantidade de álcool não é suficiente para exercer influência sobre a saúde.

No mais, disse, "está cada vez mais claro e é muito mais provável que ser um baixo ou moderado consumidor de álcool na meia-idade ou numa idade mais avançada é característica de boa saúde, não a causa dela".

De maneira geral, Chikritzhs disse, "o álcool é uma substância legal de que muitas pessoas gostam, e tudo bem com isso. Mas quando se trata de saúde ou de pensar no álcool como alguma forma de remédio, mesmo baixas doses são improváveis de prevenir a morte".
E, ela disse, quando você considera seu potencial para o vício e os efeitos negativos quando consumido em excesso, "para a maioria das pessoas, quando se trata de saúde, beber menos é melhor".

Ellison disse que a nova análise foi tendenciosa e não se destaca dentre a vasta pesquisa feita nessa área. "Sempre que você tem que confiar em seres humanos para dizer o que eles realmente bebem, há sempre a chance de que haverá erros em seus relatórios", disse ele.

Experimentos envolvendo pessoas e animais mostram que "pequenas quantidades de bebida alcoólica, especialmente vinho, estão associadas a menos aterosclerose [artérias obstruídas] e doença arterial coronariana - mesmo em ratazanas, ratos e pombos", disse ele.

Jurgen Rehm, professor e membro do grupo de Políticas sobre Vício junto à Escola Dalla Lana de Saúde Pública da Universidade de Toronto, concordou que experimentos mostram efeitos benéficos do consumo de álcool. No entanto, ele disse, mesmo uma única bebida pode aumentar alguns riscos, como o de câncer de mama - dessa forma, anulando o benefício.

"Se as pessoas bebem apenas um drinque por dia", disse ele, "fazem uma limpeza [orgânica]. Há muitas maneiras melhores de obter benefícios para a saúde."

A nova análise aparece na edição de março do Journal of Studies on Alcohol and Drugs (Revista de Estudos sobre Álcool e Drogas).


Texto original por Randy Dotinga (HealthDay).


0 comentários:

Postar um comentário