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Dizem que “a morte é a única certeza da vida”. Mas será mesmo? Há inúmeros exemplos de certezas absolutas que se mostraram absurdas ao longo da história. E recentemente, cientistas, grandes pensadores e empresas como o Google vêm trabalhando para colocar em xeque a “única certeza da vida”. Eles realmente não aceitam a morte e estão lutando para prolongar o máximo suas vidas. A ciência já demonstrou que muitos hábitos e alguns medicamentos estendem a vida dos seres humanos. Muitos outros medicamentos e tratamentos já estão a caminho. Então por que precisamos aceitar viver somente 70 anos, quando há tantas coisas... [Leia mais...]




Cientistas expandem tempo de vida de ratos em mais de 35% - sem reações adversas

Ambos os ratos tem a mesma idade. O da esquerda teve o envelhecimento normal, enquanto o da direita recebeu a tratamento para eliminar as células senescentes do organismo e vivendo 35% mais. (Foto: Jan van Deursen, PhD. Nature)


Eles não só viveram vidas mais longas – eles eram mais saudáveis, também.

Um novo estudo mostrou que o tempo de vida de ratos pode ser expandido em mais de 35% por meio apenas da eliminação de células-senescentes – células mortas que param de dividir-se, acumulam-se, na terceira idade, e disparam inflamações nos tecidos adiposo, muscular e renal.

Não só os ratos tiveram uma experiência de vida significantemente mais longa devido à remoção dessas células, como o tratamento também atrasou o aparecimento de distúrbios relacionados ao envelhecimento, tais como deterioração do coração e dos rins e o desenvolvimento de catarata e tumores.

“Não estamos só fazendo com que esses ratos vivam mais; na verdade, eles ficam mais saudáveis também. Isso é importante, porque se você for fazer o mesmo com as pessoas, bem, você não quer estender os anos de vida delas para que fiquem doentes ou hospitalizadas”, disse o biólogo celular, Darren Barker, um dos integrantes do time da Mayo Clinic College of Medicine, em entrevista a William Herkewitz, do Popular Mechanics.

Células-senescentes são encontradas por todo o corpo – na nossa pele, músculos e órgãos – e por alguma razão, experimentam uma quantidade não habitual de estresse que faz com que elas parem de dividirem-se, possivelmente para reduzir o risco de terminarem como células cancerígenas.

“A senescência celular é um mecanismo biológico que funciona como um ‘freio de emergência’ utilizado por células danificadas para pararem de dividir-se”, disse um dos pesquisadores, Jan van Deursen, em um comunicado de imprensa. "Ao mesmo tempo que deter a divisão celular destas células é importante para a prevenção do câncer, tem sido teorizado que uma vez que a" trava de emergência" é puxado, essas células já não são necessárias".

Quando somos jovens, nosso sistema imunológico elimina regularmente essas células, mas à medida que envelhecemos, esta função torna-se menos eficaz, e elas acumulam-se e causam estragos à nossa saúde. O acúmulo dessas células já foi relacionado à insuficiência cardíaca, artrite, doença de Alzheimer, e câncer.

Para descobrir o que aconteceria caso esse mecanismo de limpeza continuasse adequadamente na velhice, a equipe modificou camundongos geneticamente para que produzissem uma proteína chamada caspase, que mata células, em resposta a uma outra proteína chamada p16, que só é produzida pelas células senescentes. A liberação de caspase podia ser acionada e controlada, por meio de uma droga específica administrada aos ratos; dessa forma, assim que atingiram a meia-idade (12 meses para ratos, o que equivale a 40 anos humanos), eles iniciaram o tratamento. Foram lhes dadas injeções duas vezes por semana, até o fim de suas vidas.

Se os efeitos da limpeza de células-senescentes não foram imediatamente aparentes, tudo mudou quando os ratinhos atingiram a velhice. Em relato na revista Nature, a equipe descobriu que a vida útil dos animais estendeu-se entre 17 e 35 por cento (com uma média de 25 por cento), e eles apresentavam-se muito mais saudáveis do que aqueles idosos, não tratados.

Embora o tratamento não tenha sido perfeito - algumas células-senescentes conseguiram sobreviver, incluindo as do cólon e do fígado, e feridas acabaram cicatrizando mais lentamente - há um grande potencial aqui.

O que os pesquisadores precisam fazer agora é descobrir uma maneira de eliminar com segurança células-senescentes em seres humanos - muito mais difícil quando você não pode geneticamente modificá-los para fazer o que você quiser. Mas isso não vai impedir pesquisadores de tentar desenvolver medicamentos que têm o mesmo efeito em seres humanos.

Como o Popular Mechanics reporta, uma nova empresa norte-americana, chamada Unity Biotechnology, afirmou hoje que espera usar os resultados deste estudo para desenvolver medicamentos que combatem o processo de envelhecimento em seres humanos.

"A vantagem de combater células-senescentes é que a eliminação de 60 a 70 por cento delas pode ter efeitos terapêuticos significativos", disse Barker. "Se traduzível, porque as células-senescentes não proliferam rapidamente, uma droga poderia de forma eficiente eliminar de maneira rápida o suficiente delas para ter impactos profundos sobre a qualidade da saúde e a expectativa de vida."


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